quarta-feira, 26 de novembro de 2008

pra onde vai?


tempo em rave´n´roll

Tempo pra mim é malandragem
Invenção
brincadeira boba
Sacanagem
Invenção do homem pra controlar a eternidade
Calcular tudo que que não tem contagem
apoiar-se em números pra existir
de ponteiro andando pra reagir?
O despertador avisa
É inicio da rave do tiquetaque
Os segundos vão primeiro
Os minutos resolvem ir ao banheiro
As horas dançam
Os dias se enfileiram
Esperando o bar abrir
E de overdose
Morre nossa dívida “24 horas”
a diva ultrapassada
Os meses estão revoltados
Encachaçados
Chega desse êxtase adoidado!
Tudo a jato
viagem sem escala, de janeiro já estou em dezembro.
E não adianta pegar trem
Porque ele também não pára mais em nenhuma estação
É inverno mas já chegou o verão
e o tom
Da pista dançante
Tecno-pop-eletronico-drog`roll -ritmo-frenetico-constante
E os anos defecam
Raves em vão
Indigestão dos segundos minutos horas semanas meses instantes
E a gente dá a descarga
Na grama fica o lixo
De quem nada notou
O que cresceu?
O que ficou?





domingo, 23 de novembro de 2008

la luna llena

daquela janela ali vê o infinito passar
pássaro cruzando o espaço
céu ensolarado
o acaso ao pé do ouvido encorajando
e a moça desbravando o mundo de allstar
é bonito a vida
de maneira tão sutil expandindo
pensa o Sol num de seus melhores sorrisos

na nuvem a saudade de quem ficou enfeitando o azul
a janela aberta lembra que o sol é o mesmo

em todos os continentes e dentro da gente
e a lua é sempre cheia

mesmo quando a sombra brinca de disfarçar
do escuro ela sai aos pouquinhos pra fazer faz de conta

ela é dia nascente
dormindo sob os corações coloridos
sonha com os dias indo e vindo
e na fotografias a tradução daquele olhar
sobre o infinito que passa
passa
passa

( e se a vida passa)
ela pássaro





sexta-feira, 21 de novembro de 2008

video

non stop to don't stop living...

Versão Ele ( acima): Time to start- Blue man Group

Versão Ela: sola, perduta, abbandonata - Mirella Freni

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Mais tarde a gente fala
Agora a gente (se) olha
gosto desse tipo de silêncio
preenchido
quero te ver
chega dessa coisa de se procurar no outro
não. eu não. eu quero ver você em você
escuta esse momento
essa é a minha pergunta e a minha resposta
nada de dois em um
um em dois
não gosto dessa redução
ser único é minha aventura preferida
mas aqui, a dois... é (mora o) infinito

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A esperança verde, miudinha, pousou na parede branca da sala.Escolheu ali,bem aquele lugarzinho iluminado perto da lâmpada âmbar marroquina, em companhia de uma oncinha de madeira , de mini vasinhos chineses e do desenho da luz na parede. Ela tava ali,disfarçada,lembrando àquela moça que andava meio pálida que sempre é bom ampliar o olhar, parar um instante que seja de buscar soluções (e problemas) sempre no seu próprio umbigo. Ela parou por um instante, observou aquela esperança, do tamanho que a dela estava nesse ultimamente, miudinha, em "fase de crescimento"(dizia seu lado mais otimista). Quando criança, lembrou, adorava esbarrar com essas esperanças verde-maça, esse inseto folha que traz sempre a promessa de um novo amanhã, um amanhã de inverno se transformando em primavera, a força da natureza se ocupando em dar novo rumo as coisas.Como pode por um instante, um micro bichinho encher tanto o coração de verde? É tá tudo verde, percebeu ela, fazendo já a partir daquele agora um novo amanhã. Ainda é noite pensou ela , já vendo com clareza o campo (antes seco) agora florescendo.
Clarice diz: Dependerá de nós chegarmos dificultosamente a ser o que realmente somos.Nós somos deuses em potencial, não falo de deuses no sentido divino.Devemos seguir a Natureza ,não esquecendo os momentos baixos,pois que a natureza é cíclica,é ritmo,é como um coração pulsando.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

mi solo tu solo - www.soloscoletivos.blogspot.com


Meu solo tem terra vermelha , sereno na grama e flor colorida. Tem calor de um carnaval à fantasia e ondas constantes de frio europeu.Meu solo é constelação, reflete o céu estrelado no corpo nu, no chão árido, na montanha enviesada e no rio sempre muito gelado. Tem bolinha de gás fazendo cosquinha , vaga-lumes hiper-ativos , arco-íris duplo de fim de tarde.Meu solo é quarto bagunçado, roupa pra tudo que é lado , trident armazenado , papel na gaveta , foto pendurada , caixas decoradas, uma poesia num cetim rasgado , alguns sonhos na fila de espera e outros realizados.Meu solo tem vela acessa , perfume de âmbar , temperatura interna 8 ou 80 , é vazio nas horas de auto abastecimento e superlotado de acontecimentos. Tem silencio de madrugada, música alta de festa boa e animada e uns escritos soltos de tendência rimada.Meu solo tem chuva de verão , raios hipnotizantes , barulho demorado de trovão, e prazer de estar vivendo tudo isso debaixo de um edredon. Tem cabana de lençol , bala confeitada , casquinha de creme brullèe(?) quebrada , feijão amigo na panela de barro, barra de chocolate para sustento diário.Meu solo tem beijo roubado , dança solta e de rosto colado , abraço apertado , um colo não aguardado e muitos carinhos inesperados. Tem amores bonitos, tem os que foram, os que são e os que estão vindo.Meu solo é coração , é vida , conectado com o mundo . Conexão sem cabo, sem roteador , não tem tamanho 3G especificado , e nem promoção por tempo ilimitado. Tem Iugoslavia , Colatina, Itália, Mauá, Rio de Janeiro, Giverny, São Paulo , Iraque, Estados Unidos, Madri .Meu solo é plugado, sem intervalos , inseparável do tempo, dos seres e do espaço. Tem metrô cheio, ônibus atrasado, bicicleta correndo na orla, cristo redentor vermelho e mar agitado.Meu solo interage , ama a harmonia na diversidade.Nessa conexão de mentes e corações , a multiplicidade é minha chave e meu solo sinônimo de coletividade.

sábado, 1 de novembro de 2008

quero percorrer essa larga estrada , experimentar e encontrar. encontrar com o outro, realizar o outro , realizar a mim como outra .nós somos fragmentos desses milhares de encontros nesse amplo universo. uma teia cheia de solos, de particularidades, que se conectam e formam um todo. É pela diferença talvez que nos tornamos tão parecidos. e quando alguém revela o que sente lá no fundo, meu coração pisca, me comunico, eu também sinto. busco sempre, desenfreadamente a conectividade. o que nos une? é nesse território que quero passear, sem medo, de pés descalços e coração aberto. essa é minha aventura preferida. soa clichê? não tem problema também me cabe. aqui nada é caso encerrado, é definitivo, tem pretensão; tudo é possibilidade, fragmento, traço infinito, é encontro. prazer. te apresento instantes sabendo que o próximo que esta por vir é sempre um lugar onde nunca estivemos. e ainda bem!

D(entro)

De dentro Criação Sentimento Tempo Frustração De dentro Sentir e não ouvir Falar pra não se escutar Respostas Respostas estão do lado de dentro Escute De dentro Da voz Da alma Do tato Do afeto Do sujeito Sossego Desapego De dentro Encontrar Não a procura ansiosa Que confunde Distancia Escolha da abertura Amadurecimento De dentro Fluir E deixar sair pra fora De dentro Permitir Refletir Tempo interno de cada um De cada sim E de cada fim Erro igual acerto Tudo é começo De dentro É um tempo sem tempo Eu faço Determino De dentro Eu vivo no meu centro Encontro no meu peito Aqui De dentro Onde sigo o meu tema Faço o meu tempo Sigo o que sou O que é dentro.

Sossego.
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